Colaboradores

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ao meu poeta de buteco
(e ao novo style da Hirolândia rsrs)

...assim de pronto já peço desculpas pela demora até na leitura da carta, mas é que sempre demoro para responder cartas...será que é para curti-las mais? enfim...
Oh querido poeta, pode sempre pedir para ir buscá-lo, pois mesmo meio a xingos eu irei (o seu desejo é o meu prazer, será?rsrs. Vê se aprender a andar em Araraquara hem?!).
Menino se você ama as minhas divagações (e de minha irmã) mais ainda eu amo as suas, nossa, como está difícil fazer amizades sinceras, sem cobrança sabe? e eu sinto que a nossa é muito assim, sem cobrança ou negociações, aliás eu tenho a sorte de amizades tranquilas com sabor de fruta mordida, azar no amor, mas...Também está cada vez mais difícil achar pessoas inteligentes e espirituosas como você. Nós vemos jovens se matando de várias maneiras, seja nas drogas ou na corrida estressante por um cargo alto no mercado de trabalho, mas você não (o Hiro não!). Você está na sua Hirolândia, no seu conto de fadas e eu acho que é por isso que as pessoas se incomodam, te mandam trabalhar, ter uma vida mais responsável, mas quer mesmo saber meu querido japonês (chega bem perto para eu falar no seu ouvido): é pura inveja viu...


Amo muito!

:O)

Fernanda Pereira

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Gostaria de dedicar esse pequeno espaço, sem muitas palavras, para fazer uma singela homenagem a uma grande pessoa, a um grande mestre que nos deixou, indo causar com certeza em outros planos, com o seu humor e catives.
Queridíssimo Prof. Nóbrega um poema para ti, voe com os anjos.



O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. (Fernando Pessoa)


Fernanda Pereira

terça-feira, 25 de março de 2008



... é encontrar em seu corpo um abrigo qualquer.
Um refúgio em seus ardentes beijos e abraços.
Depois de cada despedida saber que depois poderei descansar em seus braços;
Morrer de prazer em estar deitada ao seu lado;
Ouvir sua voz cantar uma música qualquer e ver delicadamente seu dedilhar no violão...
Posso repousar o meu olhar em seu olhar e me sentir atraída
Por tanto tempo em que os dias permitirem e as insônias persistirem
Enquanto o pensamento não cansar
Enquanto nossa liberdade nos prender
seremos nós perdidos em nós mesmos,
nas quimeras e promessas, besteiras e confissões
alegrias e decepções que são só nossas
e permanecerão nossas
por cada instante de desejo, de paixão , de envolvimento, de entrega, de lágrima caída na plataforma enquanto lembro da despedida;
Tudo continuará enquanto soubermos que todo receio que sentíamos antes, agora se transforma na certeza , uma certeza medrosa, mas que nos envolve, enleia, ata-nos.
..é querer estar assim, assim..


"Não se afobe, não que nada é pra já. O amor não tem pressa ele pode esperar em silêncio, num fundo de armário, na posta-restante, milênios, milênios..."
Flávia Pereira

segunda-feira, 17 de março de 2008

Postagem breve, apenas para escrever a respeito da peça que eu fui assistir nesse fim de semana com a excelente companhia de minha maninha e do meu japonês favorito Hiro (não o Nakamura hem rs). A peça se chama "As Olívias Palitam", peça conhecida, bastante comentada, tanto que tive que ficar na fila de espera para tentar entrar. Peça de excelente qualidade, uma comédia gostosa (fazia tempo que não via uma), inteligente e saudável. Não. Não tinha bunda, seios ou outras partes do corpo. Através de sketches trataram de várias situações tipicamente femininas, mas não é uma peça feminista não, muito pelo contrário, os homens não saem ofendidos e se divertem bastante também, afinal eles passam até por um treinamento de como fazer a ligar no dia seguinte, fabuloso!

Vale a pena conferir quem tiver a chance, elas estão "viajando" junto com a Viagem Teatral do Sesi, logo, devem aparecer em muitas cidadelas por aí. Atentem-se.

Sem mais

Abrass...

aí vai um link delas, tem vários no youtube dêem uma olhada:

http://br.youtube.com/watch?v=2TWNWZqslng&feature=related


Fernanda Pereira

domingo, 2 de março de 2008

A insegurança se segura na insegurança da alucinação
Elas...

De leve tocam os lábios
Pelas mãos lisas
Nos meus... sinto

No cheiro feminino há grandeza indistinta
Suavidade avasaladora

No corar dos ombros
Há a fraqueza do outro
Que perde-se
Na opressão dos feminis ombros

O olhar profundo
Enganador
Conquistador
Leva-te à imensidão
...

Elas passam por mim
Largam vestígios de si
e passam...

Cada olhar uma paixão
Cada perfume de pele um delírio

Alucinadas
Alucinados

Por um contorno
Um desejo

Elas tocam o chão
Ultrapassam a realidade

São suas mãos
Seus fios (rebeldes) de cabelo
Que me perdem em mim mesma

A cada toque
Tumulto
Interno e externo
Meu e seu

Causado por alucinógenas mulheres...

Fernanda Oliveira

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Fala poetas, uma dica para quem gosta de escrever e está em Sampa no dia 26/02, infelizmente eu não estarei para curtir esse lindo evento que ocorrerá lá na Pça. Roosevelt no Espaço Parlapatões. É uma premiação a poetas e intérpretes das poesias, ou seja, além de ganhar um prêmio em dinheiro bacaninha, ainda pode ficar perto de caras maravilhosos como Hugo Possolo, Mário Bortolotto (que aliás será um dos jurados) e, claro, um monte de poetas. Inveja total de quem estiver lá :O)



http://www2.uol.com.br/parlapatoes/parlapaticias/concurso_poesia.htm

.......mudando de assunto.......


Gostaria de avisar a quem posta, assim como a quem lê esse blog, que a partir de hoje postaremos também, pelo menos eu e para quem mais desejar, umas críticas a respeito do que temos visto na área cultural (peças, shows, filmes etc) para a galera ficar esperta com que o rola de melhor no circuito cultural de Sampa e adjacências, beleza?

Sem mais
Abrass...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Passando apenas para deixar uma dica, estava eu limpando a minha sala e ao ouvir essa música achei justo deixá-la aqui no Nesga, pois eu simplesmente a adoro, principalmente a “atitude” da bateria e a levada de soul dela. Além é claro, da magnífica letra que nos diz muito e da enérgica voz da Adriana. Fica aí a dica logo no início da semana para quem nunca ouviu possa conhecer e para quem já ouviu, mas não se lembra está aí a letra, infelizmente não consegui o link da canção, mas vocês acham fácil no CD de mesmo nome que a música: “Senhas”. Acabam-se as férias e eu volto para Pasárgada, terra–da-laranja e aguardo visitas nesse novo ano hem! Pois Araraquara é um tesão!


“Eu gosto dos que tem fome, dos morrem de vontade, dos secam de desejo, dos que ardem.”

Abraços a todos.

Fer Pereira


Senhas
Eu não gosto de bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas o que eu não gosto é de bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo a competência
Eu não ligo para etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades, o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem...
Adriana Calcanhotto