Colaboradores

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Como é bom ter um ídolo




Engraçado...há dez anos conheci uma banda e ela deu tanto sentido para minha vida. Lembro-me que acordava e dormia pensando nela. Colecionei pastas com pôsteres, fotos, trocava-as, assim como figurinhas, comprei todos os CDs, gravei cada trecho de matéria que passava na MTV - ainda era “assistível”- e em outros canais. Era uma loucura. Lembro-me que quando ia à escola, na época estava na quinta e sexta série, e abria um pôster, não tinha uma menina que não saia correndo para ver, ouvia-se gritos a metros de distância... eles foram um fenômeno, não há quem possa negar.
Essa banda veio ao Brasil em 2000, mas oficialmente e com mais tempo em 2001, oportunidade quase única. Por força do destino eu não fui ao show, estava em outro Estado, milhas de distância. Minhas irmãs e eu participamos de todas as promoções que levavam ao show, escrevemos milhares de cartas, mas nada....choramos muito. Mas ainda acreditávamos que um dia nosso sonho tornaria realidade, iríamos ao show.
Hoje, dia 25/02/2009, após 8 anos da vinda deles, estamos a exatos 8 dias para realizarmos um sonho de quase 11 anos de espera, parece inacreditável, mas aconteceu. Já estamos com ingressos comprados...e sonhando. Voltamos aos nossos 10 e 13 anos (idade que tínhamos); voltamos a gritar ao ouvir uma música, ao ver fotos, mas agora é diferente, porque entendemos e absorvemos melhor nossos sentimentos. Agora vejo que Deus escolheu o momento certo.

Hoje estamos adultas, não compramos mais pôsteres- acho que nem vende mais-, não compramos ainda o último cd, pois queremos ver se fica mais barato...tudo aquilo que fazia todo sentido do mundo, diminuiu, pois crescemos, temos outros objetivos e paixões em mente. Porém, estava relembrando tudo que passei, estava vendo um vídeo antigo da música “Who do you Love?”, nossa, como chorei quando ouvi essa música pela primeira vez...foi lindo. Assistir ao vídeo era como se o próprio vídeo da minha adolescência estivesse passando.
Passava minhas irmãs e eu cantando as músicas, esperando na fila para comprar o cd que estava sendo lançado no dia, voltando a fita (ainda era fita VHS) com o clipe gravado para poder aprender a coreografia, eu gastando R$10,00 em pôster (acreditem era muito), recordei, também, que graças a banda, eu e minha irmã criávamos historinhas , que nos afastava de um momento muito difícil de nossas vidas, fazendo com que nós ficassemos sempre unidas e sem cair em uma tristeza profunda... e o melhor, lembrei de todas as pessoas maravilhosas que conheci por causa DESSA BANDA, pessoas que até hoje tenho uma grande amizade.

É muito bom ter um ídolo, pois ele ajuda você a moldar sua vida, faz você curtir um momento único: a adolescência. Eu tive ótimos ídolos, que me ajudaram a ser quem sou hoje.
Recomendo bons ídolos, músicos, atores, bailarinos, apresentadores de TV, não importa, o que realmente importa é se esse ídolo te traz coisas boas e positivas, fazendo você um ser humano melhor, e foi isso que tive.

Foi lindo... hoje sei como foi bom ter um ídolo, e na verdade ainda tenho.

Keep BSB Pride Alive!!!!!




Flávia Pereira

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

de Neruda

"É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto te ti,
tal como te vestes
e como aranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e tambem não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim pão e luz
e sombra és.
Chegaste à minha vida
com o que trazias,
feita
de pão e luz e sombra, eu te esperava,
e é assim que eu preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que ha-de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nossos lábios,
como um beijo caido
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro."

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009


Fim de Expediente

Os sapatos passam apressados, são sapatos de sexta-feira, alguns de salto alto, outros com ar de burocracia.

Vão e vem num passo único, o da pressa. Eles não sabem para onde vão e nem quando voltam. Às vezes até ficam parados num café, esperando algum outro sapato perdido no fim do expediente.

Sandália branca, fita rosa no da menina, preto com meias pretas nos pés do advogado: a lei é certa!

-Sabe o que significa a tatuagem de palhaço?

-Não.

-Ladrão.

Advogado também é cultura ou melhor policial...

Os sapatos continuam passando, agora um com meias grossas e sapato de uniforme, senão patrão fica bravo.

Aí passa sapato bom e ruim, baixo, alto, rasteira, chinelo, tamanco, não dos portugueses, mas da Beira Rio...

Sapato claro e escuro, sapato de fim de dia e de começo de noite, esse acompanhado da bela meia fina; sapato bonito e feio, sapato de sábado que espera domingo, sapato do pobre e do rico, aí aparece um pé descalço:

-Aqui não pode não seu moço, diz a meia grossa com o sapato de uniforme.

O sem sapato resmunga e sai: sapato-rua só leva chumbo mesmo...

Fernanda Pereira


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009











“Se alguém procura o infinito basta fechar os olhos.”

Esta frase pode ser encontrada no livro “A insustentável leveza do ser” de Milan Kundera, ao ler parei para pensar a respeito do ato de fechas os olhos. Fechar olhos pode ser uma entrega total ou simplesmente uma eterna fuga. É nesse ato que na, maioria das vezes, estamos a procura de relaxamento, tranquilidade. Muitas vezes fechamos os olhos para suavizar uma dor de cabeça ou ainda para espantar um pensamento ruim. É nesse ato também que buscamos sentir com intensidade algumas sensações, geralmente prazerosas ou assustadoras, como estar para sofrer uma queda num brinquedo de um parque. De qualquer maneira, é fundamental que tenhamos esse momento só nosso, pois parece que ao estarmos de olhos fechados, nos permitimos simplesmente sentir e com isso, viver, ainda que este fechar de olhos represente o cair de uma lágrima. Fechar os olhos e depois abri-lo é contemplar aquilo que somos ou podemos ser, aquilo que vivemos ou podemos viver. A frase “abrir os olhos” pode estar metaforizada e servir como um despertar para a realidade, para esta vida que acabei de mencionar. É verdade, entretanto, que estar de olhos abertos nem sempre é enxergar, nos ofuscamos com a correria do dia-a-dia, com preocupações, que na maioria das vezes não são nossas ou simplesmente não queremos enxergar as coisas mais óbvias, como a urgência de se fazer justiça que se valha. O convite para fechar os olhos para muitos soa eroticidade, mistério e isso é ótimo, pois fechar os olhos também significa transgredir, jogar-se, permitir-se...

O infinito que o narrador de Kundera nos relata, assim como é retratado em toda a obra, é a vastidão da vida e do ser humano, o perigo e o prazer de se lançar a experiências, desafios e medos, é deixar que isso tudo entre por todas os buracos de nosso corpo e alma e atingir esse infinito inexplicável, ou para Kundera, insustentável.


Fernanda Pereira

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
















Ano novo o melhor é mudar.
Trocar o óleo e não deixar que os sonhos se esvaiam, pelo contrário que cresçam e se multipliquem. Ano novo tem cheiro de quero mais: amor, risada, carinho, paz, muita paz!

Ano novo tem que trazer novidade!

Feliz dois mil e nove!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008


Um pouco em cima da hora... Mas, quem puder comparecer ficarei muito feliz!


Trata-se de uma coreografia estrutura em uma jam sessions (roda de improvisação) que foi construída ao longo do ano.
Juntamos nos jogos a história de dança e a identidade de cada um dos criadores-intérpretes, assim como nossas críticas e questionamentos acerca do universo da dança.


Quem dança?


Que corpo pode dançar?


O que é dança?



Fernanda Moreno




terça-feira, 19 de agosto de 2008

Aí ele puxou o gatilho e a bala atravessou a cabeça, a namorada viu tudo, tentou evitar, mas ele não quis, desistiu... A irmã na OAB e ele tentando um concurso público, qualquer um, qualquer que fosse, mas ele desistiu...
Num mundo cão, competição é a vez. Tiro na cabeça, jogar-se no trilho, é sensação, é noticiário, e melhor ainda, assunto nos cantos da faculdade. Mas ele só desistiu...
Louco! Insano! O que esse cara fez? Último ano da faculdades, podre de rico, mas ele só desistiu. Aquela foi a sua última força ou a primeira delas...
O aperto no coração confirma a humanidade ainda existente, mas jovens ainda continuarão se matando e nós?
Nós: noticiando...


(Baseado em história real e bastante atual.
Ivo, fica na paz dos Anjos)

Fer Pereira