Colaboradores

sábado, 1 de novembro de 2014

ir

pulo de qualquer altura
danço qualquer música

me jogo em meus anseios
tentando não sufocar-me no controle

controle que angustia
os sonhos que já abarcam todos os poros

toda a pele
todo pensamento

cadê o ar que você respira?
preciso respira-lo também...

quero ser a fonte da água que desce por tua garganta
preciso ser e viver os impulsos que me gritam por liberdade

e ir ao encontro do que sou
ímpeto ariano

que rasga a pele na tentativa de ser
seus próprios delírios e desejos

terça-feira, 14 de outubro de 2014

ser em ti

nos passos
nos saltos
em cada contorno de traço

prometo ser uma contigo

nos chamados
nos uivos
em cada som que perpassa meu corpo

prometo ser uma contigo

na luz que se faz
na escuridão
em cada imagem que se reflete em mim

prometo ser uma contigo

nas rachaduras
e nas costuras da pele
em cada toque que me diz quem sou

prometo ser uma contigo

nos segredos dos mares
nas intuições do vento
em cada elemento que nos faz um laço

prometo ser uma contigo

venha Lua
ser Cheia
em mim

 nessa alma que te respira
e te sonha
como caminho
e também como morada

domingo, 14 de setembro de 2014

Ti encontrei hoje

é... vivemos de encontros
alguns eu escolho
fazem parte de mim...
ficam
em algum ponto de minha pele
em alguma parte da memória


outros tento soltar de todas as formas
sem perceber que é preciso aceita-lo aqui
para que então ele deslize
por cada poro
e se despeça

encontro-me com alguns encontros
busco na memória da pele
ou esbarro com eles
nos livros, nas ruas, músicas ou poesias

um cheiro
um toque
um quê de ti conheço
de ti reconheço em qualquer parte

seja você inteira
seja você uma parte

acontece um encontro a cada instante
mas ah...
sempre anseio pelo que me faz desencontrar-me
e que na brincadeira do desencontro
escolhe encontrar-me em nós

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Era uma vez uma garota que gostava muito dessa história de viver “uma vez”...

Uma vez fora viajante num balão
Entrou descalça e sem qualquer receio
E sentiu-se ser levada pelo sopro do vento

Em outra quis dissolver-se
Soltou todos os seus nós
E fora assim o próprio ar

Outra vez quis experimentar-se morada
Abraçou forte todos os seus contornos
E foi feliz sendo o próprio balão

Noutra preferiu ser a chama que fazia ele voar
Aqueceu seus sentimentos
E vivenciou ser o seu próprio sustento

Tem dias que ser uma vez é algo que a faz brilhar
Por ser quem quiser, uma vez...
Ou quantas vezes couber no seu “era uma vez” de todo dia...


 

 

ser assim

a magia de sentir o sorriso em cada ponta dos lábios
de sentir os aromas na pele e em cada parte de si

a magia de correr com meus bichanos
de sentir a alegria correndo junto com a gente...

a magia de sentir tudo o que vier
seja a dor seja o prazer
de viver de sentir de estar aqui

a magia dos olhos que brilham com as crianças
que dão vida e sorrisos a muitos de nós
a magia de ainda ser criança

a magia de crer em si, no outro e em Deus
de sentir o pulsar generoso de nossa Mãe Terra

a magia de perceber o instante agora
de sentir sua força e possibilidade

a magia de ser quem se é
e de poder mudar a cada dia

a magia de tecer o traçado do nosso sentido
de escrever e reescrever-se em folhas novas ou secas

a magia de estar e ser sem fronteiras

a magia de sentir seus pés descalços
acariciando e amando seu chão, sua Terra

a magia de incendiar-se com chamas de Luz
de estar e ser o próprio Fogo

a magia de se envolver nas seivas internas e externas
de ser Água, quando rio ou quando oceano

a magia de abranger, sentir e ser o próprio firmamento
do Ar que respira, que movimenta e voa conosco

a magia que é o encantar-se
com tudo que permeia, toca e atravessa

a magia de agradecer sempre

vem

ah... eu até tento
ou talvez nem tente mais
porque é uma delicia sentir o peito contra o vento
bagunçando os fios de cabelo e tudo cá dentro...

solto-me
no ar
nos abismos do incerto
na beleza de não saber quando vai chegar o chão, nem se vai chegar...

nas cordas da guitarra
na chama das fogueiras
na pele que sente como se ela mesma fosse o próprio toque

nos passos soltos que se tornam a própria dança
no som que se torna eco em todo seu corpo
apenas entrega

abrace minha mão com a tua e vem voar comigo
juro que nem precisamos mais pousar, o ar há de nos sustentar

sexta-feira, 27 de junho de 2014



Pensando



Asas da águia alargam-se, que voa longe, para o deserto, sorvendo vento, calor, pó...
deixando viver...
imensidão

solidão

que infinito mar de dúvida

até o pássaro busca algo: voar

deixa mudar

despir

vivendo esse eterno querer ser Ser.... medo de mim.

Super-homem nietzschiano

Não

Super-Eu

Não

 Soul..


"When you get the courage
You'll swim beyond the waves
And the stillness of the ocean
Will make all fear go away"

Flávia Pereira