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segunda-feira, 14 de maio de 2007

Coita interrompida


270 km foram o bastante

A estrada que me parece apenas uma porta, foi o bastante

A falta de desejo

A falta de vontade

A falta de querer

O medo de tentar

Não é no porquê e sim no pra quê onde quero chegar.

Olho pra trás e sorrio

Volto pra mim

Deixo aquela mala escura já velha naquele canto que costumávamos ficar.

Vou me deitar

Fechar os olhos e respirar

Tentando vislumbrar o azul

Apagando já da memória o que foi e o que não pode ficar

Vou deixando assim

Porque a estrada vai continuar

Mas a esperança não.

Flávia P.

4 comentários:

FER:O) disse...

Que qualidade poética, belo Flá...
Para quem não sabe "coita" é dor em galego português...ajudando na compreensão hem!rs

Lilyllith disse...

acho que eu ainda não te expulsei de casa né??!! então.. vamos dar as mãos e sair juntas daqui...
PQP Fláv... que texto maravilhoso!!

principalmente pra quem tá acompanhando vc nesse tempo todo...

consigo sentir o q vc sentiu qdo escreveu!!

e que fique sempre a certeza de que "a estrada vai continuar", independente pra qual lado a Esperança queira seguir!!

Ventos novos balançam seus cabelos agora...
é hora de se deixar curtir nesse vento!!
A liberdade é um sentimento único!

bjssss amore!! =)

beto disse...

lembrei do roberto carlos....

gostei do poema viu!
a vida segue....e segue... e segue

Nanda disse...

lindo....

não consigo dizer mais nada...

estou mentalizando a luz azul...

estou seguindo a estrada xingando a esperança...

super bjooo